Brasil e Bolívia avançam em acordo para mais geração de energia na Usina de Jirau
Resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) amplia a capacidade do sistema elétrico brasileiro e destina parte da produção adicional à Bolívia, cumprindo acordo internacional.
Foto: Tauan Alencar Brasil e Bolívia avançam em acordo
para mais geração de energia na Usina de Jirau
Resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)
amplia a capacidade do sistema elétrico brasileiro e destina parte da produção
adicional à Bolívia, cumprindo acordo internacional.
Você já imaginou como a cooperação entre países pode trazer
mais energia para nossas casas e mais segurança para o Brasil? Foi exatamente
isso que aconteceu com a Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em
Rondônia. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta
quarta-feira (1º), uma resolução que define como será repartida a produção
extra de energia da usina.
Essa decisão é resultado de um acordo assinado em 2024 entre
Brasil e Bolívia, que autorizou a elevação do nível do reservatório para 90
metros. Na prática, isso significa mais energia gerada, mais segurança no
fornecimento e mais investimentos para o setor elétrico brasileiro.
Inicialmente, a usina vai acrescentar mais de 120 megawatts
médios ao sistema. E quando atingir a nova cota de forma constante, esse número
vai quase dobrar, chegando a mais de 230 megawatts médios — energia suficiente
para reforçar os sistemas do Norte do país e dar mais estabilidade em momentos
de seca.
Pelo acordo, um terço dessa energia adicional vai para a
Bolívia, fortalecendo o intercâmbio energético entre os dois países. Os dois
terços restantes ficam para o Brasil, ampliando a capacidade do nosso Sistema
Interligado Nacional. Com isso, além de fortalecer o setor elétrico, o Brasil
também amplia a arrecadação com a compensação financeira pelo uso dos recursos
hídricos, garantindo mais retorno para estados e municípios.
Reportagem, Janary Damacena.





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