Dois tomógrafos quebrados no Walfredo Gurgel sobrecarregam Hospital Deoclécio Marques
Natal (RN) – A saúde pública do Rio Grande do Norte vive um novo colapso. Os dois tomógrafos do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, referência em urgência e trauma, estão fora de funcionamento. O problema tem provocado o envio de pacientes para o Hospital
Foto: Ilustração da internet Dois tomógrafos quebrados no Walfredo Gurgel sobrecarregam Hospital Deoclécio Marques
Por Portal News Bispo João Xavier
Natal (RN) – A saúde pública do Rio Grande do Norte vive um novo colapso. Os dois tomógrafos do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, referência em urgência e trauma, estão fora de funcionamento. O problema tem provocado o envio de pacientes para o Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, que já apresenta superlotação e aumento no tempo de espera.
Diagnóstico comprometido
Tomografias são exames essenciais para traumas e emergências, e a falta dos aparelhos atrasa diagnósticos e cirurgias. Servidores relatam que a situação expõe pacientes a riscos graves. “Estamos improvisando, mas não é o ideal. Cada hora de atraso faz diferença”, disse um profissional de saúde que preferiu não se identificar.
Efeito cascata em Parnamirim
Com o redirecionamento de casos, o Deoclécio Marques enfrenta filas dobradas. Profissionais de lá alertam para a sobrecarga. “Nosso hospital não tem estrutura para absorver essa demanda extra vinda de Natal”, afirmou outro funcionário.
Falta de manutenção e desperdício de recursos
Segundo denúncias do Sindsaúde-RN, o Walfredo Gurgel sofre com superlotação crônica e uso de salas de cirurgia para abrigar pacientes. Um levantamento estadual revelou que o RN tem 468 equipamentos hospitalares inoperantes, incluindo tomógrafos, e cerca de R$ 6 milhões em emendas para aquisição de novos aparelhos deixaram de ser utilizados por falhas burocráticas, impedindo a compra de equipamentos para hospitais de Natal, Parnamirim e Assu.
Governo é cobrado por respostas
A reportagem do Portal News Bispo João Xavier solicitou esclarecimentos ao secretário estadual de Saúde, Dr. Alexandre Mota, por meio de sua assessora, Isabela Kilia, questionando:
1. Motivo da paralisação dos dois tomógrafos;
2. Prazo para conserto;
3. Plano de contingência para garantir exames de urgência.
Até o fechamento desta edição, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) não havia respondido.





COMENTÁRIOS